Em time que está ganhando...

Pode-se mexer. Desde que buscando melhora, dentro de um esquema que funciona. Não foi o caso do Atlético-MG, que por decisão de Celso Roth, modificou demais sua maneira de jogar no último fim-de-semana, contra o Flamengo. Resultado: derrota em casa e título mais distante.

A mudança, teoricamente, foi simples: troca de um volante com mais qualidade para sair para o jogo (Márcio Araújo ou Serginho) por um volante tipicamente marcador (Renan).

Contra o Flamengo, na última rodada, o Galo jogou assim:

A mudança de Celso Roth até faz sentido. O Flamengo joga com um atacante e três "meias" sempre chegando à frente. Congestionar a entrada da área, poderia diminuir o poder de ação de Petkovic e anular as principais jogadas de ataque do adversário. Mas...e quando o Atlético-MG tivesse a bola?

Até aqui no Brasileirão, o Galo mineiro se destacava pela boa pegada no meio-campo, mas, principalmente, pela saída rápida para o ataque com os volantes e os laterais.

O time, porém, já havia perdido um pouco desta característica com as chegadas de Corrêa e Ricardinho, jogadores de toque mais cadenciado. E perdeu, definitivamente, contra o Flamengo, graças à saída de Márcio Araújo. Assim, o time do Galo ficou com o toque arrastado, incapaz de surpreender a defesa do Flamengo. Tanto é que além do gol, em jogada lateral, o goleiro Bruno teve pouco trabalho na partida.

Os reforços contratados durante a janela de transferências melhoraram bastante o time de Celso Roth. O que o técnico e os torcedores não perceberam, no entanto, é que o time com as novas peças, precisa reencontrar uma nova forma de atuar. E esta forma, ainda não encaixou.

Basta notar que, com os novos jogadores, o Galo só foi bem quando enfrentou adversários abertos, como o Goiás no primeiro tempo, na penúltima rodada. Assim, o time conseguia sair em velocidade e fazer o que fazia antes do fim do turno. Com muita movimentação, surpreender seguidamente o adversário. Em outros jogos, porém, contra times mais fechados, faltavam ao Atlético-MG alternativas para surpreender. E aí, pontos ficaram para trás.

Hoje, faltando quatro rodadas e há três pontos do líder, é obrigação pensar em título. Mas é preciso também, ter consciência. Em meio ao processo de recuperação pelo qual passa o Atlético, uma vaga na Libertadores já estaria de ótimo tamanho. E o perigo, mora bem perto. Para conseguir uma vaga no G-4 já na próxima rodada, o Cruzeiro depende da saída de seu maior rival.

Ponto forte: Hoje Celso Roth tem opções para montar o time de diversas maneiras. Pode apostar na velocidade de seus laterais e atacantes. Ou no toque cadenciado de Ricardinho e Corrêa.

Ponto fraco: Os laterais tem velocidade e quase não deixam espaços na marcação. Mas falta qualidade, principalmente na hora de dar o último passe para os companheiros.

Peça-chave: Diego Tardelli segue sendo o principal jogador do time. É ele quem tem o poder de decidir. Sua inspiração vai definir o futuro do Galo no Brasileirão.

O que falta: Achar um meio termo entre velocidade e cadência e uma nova maneira de encaixar todas as peças, principalmente no meio-campo, para que o time volte a surpreender os adversários.

2 comentários:

Gremista Fanático disse...

Na minha opinião o problema do Galo quando tinha a bola é que o Andrade tambem armou o Flamengo pra neutralizar o Ricardinho e as jogadas rapidas de Tardelli.
O ponto fraco do Galo na minha opinião é o tecnico, é incrivel como ele quando o time esta bem, fala uma besteira e parece que alguem escuta e resolve contraria-lo só pra ver se ele aprende a ficar calado, falou que via sinais de que o Galo seria campeão duas vezes já e rodada seguinte o time perdia em casa, esse cara se auto sabota atoa, abraço.

Saudações do Gremista Fanático

Anônimo disse...

Muitos times demoram a encontrar o melhor esquema de jogar no Campeonato Brasileiro. O Atlético entrou pronto na competição, mas decidiu mudar sua característica durante, e pode acabar fora do G-4. Mudar o estilo de jogo de um time na reta final pode ser bastante complicado. Pode até dar certo e o Atlético chegar ao título, porém....

as invenções e a mecânica do Celso Roth estão de volta...

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