Encontro de gerações

Se tivesse conseguido manter Dorival Júnior, eu consideraria o Vasco um dos favoritos a todos os títulos em 2010. Para mim, é o grande técnico da nova geração no país. Porém, o contrato com o clube carioca terminou e o técnico seguiu seu caminho.

Certamente, quando acertou com o Santos, Júnior imaginava mais um trabalho de remontagem do elenco, mais um trabalho à longo prazo. Não contava com a sorte e com o destino. Robinho conseguiu se desvencilhar do Manchester City e chega para fazer do Santos um dos melhores times do país. Com ele, o Santos passa a ter um verdadeiro encontro de gerações. Giovanni, ídolo da década de 90. Robinho, ídolo dos anos 2000. E Neymar e Ganso, sérios candidatos a ídolos.

Com a chegada de Robinho, o time do Santos cresce muito. Deve mudar a forma de jogar. E ser um time leve, rápido e muito inteligente.

Defensivamente, o Santos não tem nenhuma máquina. Mas é um time seguro. Felipe já mostrou qualidade em outras oportunidades. A zaga é experiente e qualificada, com Durval e Edu Dracena. Bruno Rodrigo é ainda uma opção interessante no banco. Na direita, Pará e George Lucas não empolgam, mas não comprometem. E Léo parece ter começado a temporada mais adaptado e disposto a jogar.

No meio-campo, a chegada de Rodrigo Mancha e Arouca fizeram o time finalmente conseguir alinhar qualidade e pegada. São dois volantes que marcam bem e que tem capacidade para sair para o jogo. No comando, Paulo Henrique Ganso, uma das gratas revelações do último Brasileirão. Um meia de qualidade extraordinária, de ótimo passe e boa chegada ao ataque.

Ataque que será o ponto alto do time. Mesmo sem contar com um grande centro-avante (Giovanni deve jogar por ali quando tiver condições, e André quebrará um galho quando ele não puder jogar) o Santos terá um ataque perigoso e mortal. Com Neymar e Robinho aberto pelas pontas e entrando em diagonal com velocidade, partindo para cima dos laterais, o Santos tem um time preparado para decidir uma partida à qualquer instante. Fica para o santista a certeza de que o time será letal, mesmo que uma ou outra peça não esteja em um grande dia.

Resta saber em que condições e com qual espírito Robinho chegará ao Santos. Com ele, Dorival parece ter em mãos um time pronto para surpreender com um futebol moleque, os principais concorrentes na Copa do Brasil.

Quem chegou: Dorival Júnior (Vasco), Bruno Aguiar (Guarani), Luciano Castán (União São João), Bruno Rodrigo (Portuguesa), Durval (Sport), Arouca (São Paulo), Zé Eduardo (ABC), Marquinhos (Avaí), Giovanni (sem clube) e Robinho (Manchester City).
Quem saiu: Wanderley Luxemburgo (Atlético-MG), Sérgio (Itumbiara), Wágner Diniz (São Paulo), Luizinho (dispensado), Adaílton (dispensado), Astorga (dispensado), Fabão (dispensado), Maykon Leite (Coritiba) e Kléber Pereira (dispensado).
Ainda procura: Um centro-avante

Ponto forte: É um time leve e muito rápido. Na frente, todos os jogadores tem capacidade para sozinhos, em um lance, definir uma partida.

Ponto fraco: O time pode sentir a falta de um homem-gol. Com tanta gente em condições de colocá-lo na cara do gol, um jogador médio pode se tornar um artilheiro.

Peça-chave: No time de Robinho e Neymar, a peça-chave é Ganso. Será ele o responsável por ligar com rapidez os ataques do time santista.

O que falta: Sobra velocidade no ataque. Falta na defesa. Os zagueiros já estão em idade avançada e os laterais não tem a rapidez como característica.

1 comentários:

Gremista Fanático disse...

Como eu disse anteriormente sou mais Neymar e Ganso do que Robinho nesse time do Santos, mas o time realmente esta bem no papel e se bem armado por Dorival Junior não resta duvidas de que vai dar trabalho, abraço.

Saudações do Gremista Fanático

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