O que vale é participar

Para uma seleção pouco tradicional, de um país pequeno e recentemente devastado por desastres naturais, o simples fato de disputar a Copa do Mundo é motivo de orgulho e alegria. Foi assim para Honduras, eliminada na primeira fase com apenas um ponto conquistado.

Sabendo de suas próprias limitações, Honduras jogou a Copa do Mundo no "esquema da moda", o 4-2-3-1. Com um time onde apenas o mediano Suazo consegue fazer algo diferente, era mesmo inimaginável que a equipe conseguiria surpreender Chile, Espanha e Suíça.

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Com uma defesa segura, que não passou vergonha durante a Copa, Honduras conseguiu sair sem ser goleada o que já é uma vantagem. De fato, era sparring no grupo, teoricamene complicado.

Do meio para frente, o time investia muito no lado direito, com Álvarez. Palacios, o meia mais técnico, era o responsável por fazer a ligação com o ataque mas não conseguia, obrigando Nuñez a avançar demais e deixar desprotegido o lado esquerdo da defesa.

Diversas vezes, Suázo tentava alguma coisa sozinho. Não só pelo isolamento, mas também pelo fato de demonstrar claramente que não confiava muito em seus companheiros. Com alguém para dialogar, o time poderia até dar sustos.

De toda forma, como disse no início, o mais importante para Honduras foi participar. Valeu por estar presente. E foi bom enquanto durou. O prazo de validade era este: três jogos.

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