Um belo papel

Num grupo onde a Argélia aparecia como um possível saco de pancadas na época do sorteio, os africanos fizeram uma campanha interessante. Se no fim saem com apenas um ponto, podem dizer que ele foi conquistado justamente contra a Inglaterra, inicialmente a grande potência entre os quatro. Além disso, o time só foi derrotado pela Eslovênia por uma falha individual e poderia ter tido um resultado melhor na última rodada, contra os Estados Unidos.

O segredo das boas partidas, foi o encaixe tático encontrado pelos africanos. Armados em um interessante e mutável 3-4-2-1, o time tinha fluência ofensiva e conseguia chegar com muita gente ao ataque. Pena que a falta de capricho e o pequeno faro de gol de Matmour impediram que a equipe tivesse melhor sorte.

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Sabendo que enfrentariam seleções de maior qualidade, a Algéria soube se fechar. O antigo 4-3-2-1, tornou-se facilmente em um 3-4-2-1 que se modifica várias vezes durante os jogos.

O lateral Bougherra, recua para fechar a defesa, como zagueiro pelo lado direito. E Kadir, o meia direita do 4-3-2-1, transforma-se em um ala que chega ao ataque mas que recompõe com velocidade o setor.

Quando tem a bola, o time muda sua postura quase para um 4-2-3-1. Kadir se solta pela direita, com Bougherra fazendo a cobertura. Boudebouz centraliza e o craque do time, Ziani, fica mais solto pelo lado esquerdo.

Foi assim, com tantas mudanças e variações que a Argélia conseguiu surpreender. Se os africanos não passaram para a próxima fase, certamente não foi surpresa para ninguém. Mas, ninguém esperava que o time pudesse fazer frente da forma como fez aos adversários de seu grupo.

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