Uma passagem por erros, acertos, um título, vitórias importantes e pressão o tempo inteiro. Assim foi o caminho de Silas, que durou pouco mais do que 7 meses no comando do Grêmio. O trabalho foi finalizado depois de mais uma derrota no Olímpico (2 a 1 para o Fluminense) que manteve o time na zona do rebaixamento do Brasileirão.
Antes de falar o óbvio (que o Grêmio tem time para ocupar posição muito melhor) é preciso destacar os problemas que Silas tinha para escalar o time, o que obviamente não deve servir como desculpa para resultados tão ruins. Em seu último jogo, por exemplo, o técnico não tinha cinco jogadores. Utilizou um misto de 3-5-2 com 4-3-1-2, com William Magrão variando entre a sobra na zaga e o posicionamento à frente da linha defensiva.
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Em que pese a ausência de muitos jogadores, o Grêmio foi um time desorganizado. Faltava cobertura aos laterais (ou alas). Quando Ferdinando fazia a cobertura à Maylson (que por ser meia pouco marcava), sobrava espaço para o meio-campo do Fluminense dominar as ações. Erros que comprometeram o time e fizeram o Flu vencer a etapa inicial por 2 a 0.
No segundo tempo, com Souza no lugar de Adilson, o time ficou ainda mais aberto e se safou de uma goleada graças a ineficiência do ataque adversário e à expulsão de Fernando Bob.
A chegada de um novo técnico (provavelmente Renato Gaúcho) tem tudo para reoxigenar o time gremista. Que com o retorno de jogadores importantes, deve crescer naturalmente na competição. Opções não faltarão. Renato pode começar o trabalho mantendo o 3-5-2, que deixa o time mais seguro defensivamente:
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Aos poucos, e com todo o elenco à disposição, acredito que o "esquema da moda" pode cair bem para um time com tanta qualidade no meio-campo. O 4-2-3-1 com Borges centralizado no ataque certamente fará do Grêmio um dos times mais fortes do Brasileirão.
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De toda forma, é fácil notar que opções não faltam para Renato (ou outro técnico que seja) montar a equipe. Resta saber se ele conseguirá o encaixe a tempo de levar este bom elenco gremista à posição que merece no Brasileirão. Qualquer coisa menor do que uma vaga na Libertadores é pouco para tanto investimento.



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