Estático e desorganizado

Cuca sempre foi um técnico conhecido por montar times que jogam no ataque, em busca do gol. No Cruzeiro, não é diferente. A primeira mudança do treinador foi "desmontar" o meio-campo de Adilson, com três volantes e passar a jogar com dois meias. O excesso de homens de frente, no entanto, nem sempre indicam ofensividade, do mesmo jeito que grande número de volantes não apontam (necessariamente) para um time defensivo.

Foi o caso do Cruzeiro no último domingo, contra o Vitória. Cuca voltou a apostar no 4-2-3-1, que havia dado certo contra o Atlético-PR e até a lesão de Gilberto, contra o Fluminense no Maracanã. A idéia, ótima no papel, não funcionou em campo. O motivo? Pouca organização e movimentação que deixaram Wellington Paulista completamente isolado na entrada da área.

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Repare que o Cruzeiro tinha um time com tudo para ser ofensivo. Mas com Jones apagado em campo, Rômulo preocupado com as perigosas descidas de Egídio, Montillo bem marcado e Thiago Ribeiro pouco inspirado, faltou repertório. O Cruzeiro só levou perigo ao gol do Vitória em bolas levantadas na área para Wellington Paulista, que brigava sozinho com os dois zagueiros baianos.

A falta de organização ficou escancarada após o gol de Júnior. Cuca deu mais uma clara demonstração de que ofensividade não se faz apenas com homens de frente. As entradas de Roger e depois Caçapa e Walyson deixaram o time num 3-4-3 bagunçado e incapaz de oferecer perigo ao adversário. Situação que ficou ainda pior depois da expulsão de Thiago Ribeiro (mesmo assim, o Cruzeiro esteve perto do empate, quando os baianos recuaram demais, desistiram do contra-ataque e sofreram o "abafa").

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Apesar do jogo ruim, ainda acho que com os jogadores que tem o 4-2-3-1 ainda seja a melhor opção para o Cruzeiro. Porém, o esquema precisa ser organizado e ter mais alternativas. As voltas de Jonathan e Gilberto, somadas às chegadas de Léo e Farías vão deixar o time mais encorpado. E o esquema pode funcionar melhor.

O essencial no entanto, é aproximar seus jogadores. Os volantes podem alternar nas subidas, como surpresas. E principalmente, os meias tem que jogar em direção à área, para poder dialogar melhor com o centro-avante. Caso contrário, seja quem for o 9 celeste, seguirá na solidão.

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