Ninguém causou tanto no mercado de transferências como o Flamengo neste ano. O volume de contratações não foi assim tão grande. Mas uma em especial, chamou a atenção: Ronaldinho Gaúcho. O craque, duas vezes melhor do mundo, viu no Fla e no Brasil a sua chance de voltar a render e jogar na seleção brasileira. Sonho não só possível como provável.
Ronaldinho, assim como a outra grande contratação rubro-negra para a temporada (Thiago Neves), ainda não entrou em campo. Mesmo sem ele, Luxemburgo já dá claras demonstrações de que está preparando o time para encaixar o jogador onde ele mais rendeu na carreira: lado esquerdo do setor ofensivo. E assim, a equipe vem sendo escalada no início do Campeonato Carioca:
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Apesar da expectativa para a entrada de Ronaldinho Gaúcho no lugar de Renato Abreu, o 4-2-3-1 do Flamengo privilegia até aqui o jogo pelo lado esquerdo. Pela qualidade de Léo Moura (principalmente em comparação ao tímido Egídio) e pelo costume de Vander de procurar mais este lado do campo, principalmente.
Mudando as peças e mantendo o esquema, porém, é provável que o jogo do Flamengo fique mais equilibrado, com Ronaldinho comandando as ações pela esquerda:
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Com este time, apesar de equilibrar as ações ofensivas (fazendo com que Thiago Neves procure o lado esquerdo e se aproxime do craque), o time perde em força defensiva. Thiago Neves pode ocupar espaços, mas nada além disto e os outros dois "meias" não vão ajudar na marcação.
Porém, o time ficaria arisco ofensivamente, com a capacidade cerebral de Thiago Neves e podendo ganhar velocidade com os lançamentos de Ronaldinho para a velocidade em diagonal de Diego Maurício (semelhante ao que fazia com Messi no Barcelona e Pato no Milan, guardadas as devidas proporções).
Outra opção para Luxemburgo, que deixaria o meio-campo mais forte, é utilizar um 4-3-3 contando com a qualidade acima da média de Botinelli, argentino que certamente brigará, a longo prazo, por um lugar entre os titulares.
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Neste esquema, o time ganharia melhor poder de marcação e qualidade na saída de bola com a entrada de Botinelli, que pode centralizar o jogo assim como se aproximar de Ronaldinho pelo lado esquerdo. Thiago Neves ficaria mais perto de Deivid e poderia centralizar o jogo abrindo o corredor para as subidas de Leonardo Moura. E Ronaldinho jogaria ainda mais solto e perto do gol, pelo lado esquerdo.
As opções estão aí. As peças para montar uma equipe acima da média também (apesar da defesa, que ainda precisa de reforços para a zaga e lateral esquerda). Luxemburgo tem mais um bom time para trabalhar e provavelmente a última grande chance de sua carreira caso falhe. Pelo investimento, não dá para pensar no Flamengo sem imaginar conquistas em 2011. A fórmula, porém, não é tão simples assim. É preciso trabalho e dedicação.
Chegaram: Felipe (g - Braga), Egídio (le - Vitória/volta do empréstimo), Bottinelli (m - Universidad Católica), Ronaldinho Gaúcho (m - Milan), Thiago Neves (m - Al Hilal), Vander (m - Bahia) e Wanderley (a - Grêmio Prudente).
Saíram: Marcelo Lomba (g - Ponte Preta), Juan (le - São Paulo), Toró (v - Atlético-MG), Corrêa (v - Dynamo Kiev/fim do empréstimo), Michael (m - Dynamo Kiev/fim do empréstimo), Vinicius Pacheco (m - Grêmio) e Diogo (a - devolvido).
Ainda procura: Zagueiro, lateral-esquerdo e atacante.



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