A tentativa que não deu certo e o líder ultra-ofensivo

Sem jogadores importantes e aproveitando-se da liderança folgada no Campeonato Mineiro com a campanha 100%, o técnico Cuca se deu ao direito de experimentar no Atlético-MG. Com Fillipe Soutto na vaga do suspenso Pierre e o lateral direito Carlos César no lugar de Mancini, o treinador escalou o Galo num pouco usual 4-4-2 britânico diante do Nacional.

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O time atleticano, no entanto, não conseguiu explorar o que o esquema oferece de melhor e sofreu demais com as principais dificuldades do mesmo.

Com os dois extremos (Carlos César e Escudero) sem buscar a faixa central, os laterais não conseguiam subir ao ataque. Com a bola, ambos eram pouco incisivos para chegar ao fundo ou deixar o corredor aberto. Sem ela, pouco contribuiam na marcação. Resultado: além de não conseguir abastecer os atacantes, o Galo sofria quando o adversário saía com muitos jogadores para o campo ofensivo.

Além disso, o Atlético teve no primeiro tempo o principal problema do 4-4-2 pouco treinado. A falta de compactação deixava as linhas muito longes umas das outras (aumentando a dificuldade do time para reter a bola).

Depois de levar um empate para o intervalo, Cuca trocou Carlos César por Mancini, recuou Guilherme (o mais participativo do primeiro tempo cresceu de produção na etapa final) para buscar mais o jogo e voltou ao 4-2-3-1 que vinha frequentemente usando na temporada. Adiantou o time mas deixou mais espaços para os contra-ataques. Em um deles, Éder fez o segundo do Nacional. Por "sorte", mais uma vez a resposta foi rápida e Guilherme (como típico meia) achou André livre na área para empatar.

Com o 2 a 2, Cuca foi ousado e corajoso na substituição "kamikase" que definiu o confronto. Com Neto Berola no lugar de Soutto, o Galo passou a um 4-1-3-2 ousado que deu resultado: 2 gols em 5 minutos e adversário absolutamente perdido sem saber se atacava ou tentava se defender diante de um adversário com mais poder de fogo.

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Pelas características do técnico e do elenco, o Atlético-MG será sempre ofensivo. Assim como diante do América, ter muitos jogadores de frente funcionou. Nem sempre será assim. Contra um adversário mais forte, bem postado e com alternativas rápidas, o Galo pode pagar caro.

Encontrar um time que consiga ser ofensivo sem tantos atacantes em campo, com mais articulação no meio-campo é o desafio de Cuca e do Atlético para bater adversários mais fortes na briga por grandes conquistas.

1 comentários:

Anônimo disse...

brilhante comentária o marcelo vc não acha que bernard faz falta?

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