Bi-campeã

Eles já chegaram aos Jogos Olímpicos como grandes favoritos. E conseguiram, para nossa eterna inveja, conquistar mais uma medalha de ouro, até com certa facilidade.

A Argentina não foi brilhante em todos os jogos. Na verdade, a única vitória fácil, foi nos 3 x 0 sobre o Brasil, na semifinal. Mas fez uma campanha que pode ser considerada impecável: 6 jogos, 6 vitórias. 11 gols marcados. Apenas 2 sofridos. Se faltaram gols, sobrou eficiência, principalmente no meio-campo, chave do time.

Sérgio Batista, treinador B da Argentina, teve tempo para preparar a equipe, é verdade. O projeto olímpico no país vizinho, já vinha sendo levado adianta à algum tempo. E o resultado não poderia ser outro.

Para formar a melhor equipe sub-23 do mundo, Sérgio Batista usou a base da seleção principal. Ou pelo menos tentou, já que não conseguiu levar os zagueiros que preferia. Mas conseguiu contar com Mascherano e Riquelme, força no meio-campo. E venceu a queda de braço para contar com Messi, que tinha idade olímpica.

Assim, o time, tinha uma defesa que não era das melhores, mas que se comportava bem. Principalmente, porque os laterais pouco iam ao ataque. Zabaleta e Monzon, duas boas revelações, fizeram partidas razoáveis, e estiveram longe de comprometer.

Mas a engrenagem estava mesmo no meio-campo. Mascherano e Gago, funcionavam como dois verdadeiros leões. Desarmando com precisão, e fazendo boa ligação com o ataque. Deixando a bola sempre nos pés de Riquelme, o responsável por ditar o ritmo da equipe.

Na frente, o time tinha quase um trio mortal. Pelo lado esquerdo, o meia-atacante Di Maria, dava qualidade e poder de decisão. Foi o principal jogador da equipe no torneio. Pela direita, Messi mostrou porque é candidato forte ao prêmio de melhor jogador do mundo. Dribles fantásticos e arrancadas sensacionais. O atacante, ainda aparecia algumas vezes do outro lado do campo, de forma surpreendente. Por fim, no comando, o genro de Maradona, Aguero. O jovem mostrou porque se guarda tanta expectativa sobre seu futebol.

Ponto Forte: O meio-campo é a força da Argentina Olímpica. Com jogadores de muita qualidade técnica, fazia o time escolher o ritmo da partida.

Ponto Fraco: Apesar do bom desempenho defensivo, a Argentina tinha motivos para se preocupar por ali. Principalmente pelo goleiro Romero, que não inspirou confiança em nenhum momento.

Peça-Chave: Di Maria foi o homem do futebol olímpico. Rápido, inteligente e decisivo, resolveu, nos momentos mais difíceis, a parada para os hermanos.

Arte: Igor Bonani

2 comentários:

Diego Louzada disse...

O Di Maria brilhou omo ninguém nas Olimpíadas, sendo o grande nome da conquista.
A geração deles é indubitavelmente melhor que a nossa e com méritos foi campeã.

Filipe Araújo disse...

Só discordo quanto ao Romero (entrou de última hora e não sofreu um gol sequer nas quatro partidas que jogou).

Quanti ao Di Maria: Decisivo sim, mas teria que agradecer pelo resto da vida os lançamentos "cirúrgicos" de Messi.

Boa escolha, garoto! Assim vc vai longe! jeje

Abrazo!

http://gambetas.blogspot.com

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