A grande surpresa

Quando chegou a todos a notícia que o Vitória havia subido para a Primeira Divisão, no ano passado, o pensamento da grande maioria foi: mais um candidato ao rebaixamento em 2008.

Mas tão logo o Brasileirão começou, o Vitória surgiu como a grande surpresa da competição. Por 7 rodadas, o time ocupou a zona de classificação da Libertadores. E apenas nas duas primeiras, não esteve na zona de classificação para a Copa Sul-Americana, pelo menos. Mas o que todos esperavam aconteceu. O Campeonato foi ficando mais difícil. Suspensões, lesões. E faltou ao elenco do rubro-negro baiano fôlego para brigar de fato, na parte de cima da tabela. E aos poucos, pontos importantes ficaram para trás. Hoje, o time mal vislumbra a possibilidade de disputar a Libertadores do ano que vem.

A janela de transferências, trouxe dois estragos para a equipe. O primeiro, a saída de Dinei. A entrada de Adriano, em seu lugar, não muda muito em termos de posicionamento. Mas muda muito, em qualidade. A outra, é o jovem meia Marquinhos, principal revelação do Brasileirão até aqui. Vendido ao Palmeiras, o jogador vai deixar o Vitória no ano que vem. E parece que a mudança mexeu com a cabeça do jogador.

O time que impressionou o país, é muito bem treinado por Wágner Mancini. Em campo, todos sabem exatamente o que fazer. E o time começa pelo bom goleiro Viáfara. Na linha defensiva, os 4 jogadores são fortes na marcação. Mas os laterais tem qualidade também para chegar ao ataque, apesar de pouco chegarem à linha de fundo. O meio-campo tem dois volantes de muita pegada. Renan, o mais fixo. E Marco Antônio, que faz a cobertura, principalmente pelo lado direito. Willians é o homem solto. O "motorzinho". Vai e volta o tempo inteiro.

Na frente, um trio infernal. Ramón, apesar da idade, ainda é o cérebro da equipe. Pensa. Tudo passa pelos seus pés. O veloz e inteligente Marquinhos, é o grande craque do time. É ele quem faz acontecer. Sem Dinei, que era o responsável por colocar a bola na casinha, o time ainda busca alternativas. A mais usada, tem sido Adriano, que não vem funcionando bem. Também já foram usados Trípodi, Rodrigão, Osmar e Jackson. Nenhum com sucesso.

Ponto forte: Por ser um time do qual poucos esperavam uma grande campanha, o Vitória pegou os adversários de surpresa. Não era um time conhecido. Não era um time que vinha sendo observado.

Ponto fraco: Sem o centro-avante Dinei, falta ao time poder de decisão. Os atacantes que vem sendo testados, não conseguem sucesso na tarefa de marcar gols.

Peça-chave: O meia Marquinhos, que joga como segundo atacante, é um jogador completo. Rápido, inteligente e habilidoso. Capaz de resolver uma partida a favor dos baianos.

O que falta: O técnico Wágner Mancini sente falta de peças de reposição. Para quase todas as posições, a ausência de um titular, significa muita perda de qualidade.

Arte: Igor Bonani

2 comentários:

Impasse Livre disse...

Fantástica análise do "Paulo Vinicius Grissi Coelho" rs...interessante e bem ponderada. Acho apenas que o Ramon atua mais centralizado, a frente do circulo central de meio campo, proximo a cabeça de area adversária, copmo no Vasco de 98...excellente caro amigo!

Zêro Blue disse...

Concordo que o Vitória é uma grande e boa surpresa do campeonato, e creio que ainda tem muito gás pra disputar a classificação para Libertadores.


Saudações Celestes

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