Defesa que (quase) ninguém passa

551 minutos. 9 horas e 11 minutos. Cinco jogos e meio. Furar a defesa da Suíça é uma tarefa praticamente impossível. Tanto é que o Chile conseguiu marcar um gol nos europeus, depois de tantos jogos em Copas do Mundo sem que alguém balançasse suas redes.

Apesar de ter mudado muito o time da Copa de 2006 para cá, e de o treinador ser outro, a Suíça manteve na África do Sul suas características extremamente defensivas. E num 4-4-2 ortodoxo, mas cuidadoso em excesso do meio-campo para trás, o time conseguiu um ótimo resultado diante da favoritíssima Espanha e deu muito trabalho ao Chile.

(CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR)
O sistema defensivo conta com 4 jogadores que não vão ao ataque. É raro ver os laterais suíços ultrapassando o meio-campo. Na frente da defesa, aparecem ainda dois volantes que não saem para o jogo e que são muito fortes na marcação.

A frente deles, dois meias com postura de volantes, principalmente sem a bola. Behrami e Gélson Fernandes voltam para recompor e marcam o lateral adversário até onde for preciso.

Por isso, Frei é obrigado a atuar quase como um armador. E se aproximar o máximo possível de Nkufo.

O grande dilema da Suíça no entanto, é que nem sempre o 0 a 0 é um placar útil. E a equipe não sabe atacar. Os atacantes ficam frequentemente isolados e só Beharmi se arrisca um pouco mais. Com isto, o time chega com poucos jogadores à frente para criar algo diferente. Como nenhum de seus homens de ataque é brilhante tecnicamente, a coisa se complica.

Se quiser mais do que participar desta Copa do Mundo, porém, os suíços terão que mudar suas características na partida final. O duelo contra Honduras obrigará a equipe a sair para o jogo contra um adversário mais fraco e buscar a vitória. Não há outro resultado que interesse. Resta saber como os europeus vão se sair na aparentemente espinhosa missão de atacar.

0 comentários:

Marcadores Online

Desde Ago/2007

Marcação no Twitter