Faltou qualidade

Parreira sempre foi claro: faltava aos donos da casa qualidade técnica e experiência internacional para conseguir alguma coisa na Copa do Mundo. Apesar da empolgação por jogar em seu país, de fato, faltou bola para o time da África do Sul chegar à próxima fase. Principalmente hoje, quando teve toda a oportunidade para golear a França na despedida e não conseguiu.

Pela primeira vez na Copa, Parreira apostou no 4-4-2 tradicional. Com mais um atacante perto de Mphela, o time funcionou melhor e teve melhor rendimento. Insuficiente para dominar a partida e conquistar a necessária goleada.

Até então, a África do Sul jogou todas as partidas do Mundial no "esquema da moda", o 4-2-3-1:

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Hoje, porém, Parreira fez diferente. Cinco mudanças na equipe. Caras novas e nova postura tática. O ofensivo Gaxa deu lugar a Congka, mais preocupado com a marcação. Para não perder força pelo lado direito, o técnico sul-africano deslocou seu melhor jogador (Pienaar) para jogar por aquele lado, trocando o meia Modise por mais um atacante (Parker).

Com a mudança para o 4-4-2, o time ganhou em equilíbrio e força ofensiva. Daí a melhora. Com um jogador a mais, porém, faltou qualidade para controlar e definir o jogo, e também um pouco de ousadia por parte do treinador, que poderia abrir mais seu time.

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Primeiro anfitrião eliminado na primeira fase, a África tem motivos para se ressentir de ficar de fora. Deixou escapar uma vitória importante na primeira rodada, pagou pelo excesso de ousadia na segunda e perdeu a chance de golear na terceira.

Faltou qualidade e um pouco mais de sorte. Faltou Mc Carthy, principal jogador do país, cortado por excesso de peso. Faltou Pienaar, que deveria ser a referência técnica, jogar mais. Por mais que a classificação tenha parecido ficar tão perto, de fato, faltou muita coisa à África do Sul no Mundial 2010.

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