Faltou sorte?

Ganeses lamentarão eternamente o penalti perdido por Gyan, aos 17 minutos do segundo tempo da prorrogação, que impediu que a equipe fosse a primeira seleção africana a chegar às semifinais de uma Copa do Mundo. O gosto de quem poderia ter chegado mais longe, porém, fica doce quando é rememorada a bela campanha de Gana no Mundial, sustentando o orgulho do continente.

Durante toda a competição, Gana jogou num 4-1-4-1 interessante e forte. É um time de muita marcação no meio-campo mas que consegue chegar com velocidade pelos lados explorando principalmente a força física de Gyan.

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Nesta última partida, a entrada de Muntari no setor esquerdo na vaga do suspenso Ayew mudou um pouco a maneira do time de jogar. Muntari joga pela faixa lateral mas faz muitas incursões em diagonal. Em uma delas, inclusive, saiu o gol em chute de fora da área que Muslera aceitou.

Ali, Muntari se entendia bem com Prince-Boateng, que jogava ora pelo centro, ora pelo lado esquerdo.

Apesar da força do time por aquele lado, a maioria dos ataques ganeses eram na faixa direita com Pantsil e Inkoom. Principalmente depois do cartão amarelo para Fucile, fazendo com que o time tentansse forçar a expulsão.

Para Gana, vale o choro da ausência de Essien, melhor jogador do time e que certamente daria outra qualidade ao já bom meio-campo. Vale o choro do penalti perdido por Gyan (que já havia marcado duas vezes em penalidades na Copa). Mas fica a certeza de que temos ali um time em evolução e que pode (graças à crescente consistência tática) seguir surpreendendo em competições de alto nível.

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