Faltaram alternativas

Desde a época da convocação, o que mais se questionava na equipe de Dunga era a falta de alternativas. Com o elenco que tinha e com reservas com características semelhantes às dos titulares, era difícil a equipe mudar sua maneira de jogar. E por mais que tenha conseguido em alguns momentos da Copa fazer algo diferente (principalmente quando Ramires esteve em campo), hoje a força da Holanda foi muito para o Brasil.

O 4-2-3-1 que mais funcionou na Era Dunga, foi substituído na partida final. Graças à lesão de Elano, fundamental no esquema, e que para muitos não era um bom jogador. Com Daniel Alves, curiosamente, o meio-campo ficava mais afunilado. O lateral, quando joga no meio-campo, centraliza demais o jogo e deixa Maicon sozinho. Assim, temos dois grandes buracos, dos dois lados do campo.

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Hoje, o Brasil atuou num 4-2-2-2 que variava para um 4-4-2 em losango quando Daniel Alves recuava para ajudar na marcação. Gilberto Silva anulou Sneijder no segundo tempo e a marcação encaixou bem nos meias que caíam pelos lados, ficando Felipe Melo normalmente na sobra.

No segundo tempo, quando os volantes holandeses (principalmente Van Bommel) passaram a participar mais do jogo, a marcação se perdeu. Gilberto Silva não achou mais Sneijder. E Michel Bastos no mano-a-mano teve que apelar para faltas seguidas em Robben, correndo o risco de ser expulso. Além disso, o setor mais eficiente da Seleção (a defesa) acabou tendo falhas individuais de seus melhores jogadores na partida.

Na frente, o Brasil dependia muito do trio de ataque. Daniel Alves, jogando pelo centro, ajudava pouco. Seria muito mais útil ajudando e tabelando com Maicon para forçar o fraco Gio na marcação.

Na etapa final, Kaká cansou, Robinho ficou bem marcado e Luís Fabiano não recebeu bolas em condições. O Brasil parou e não ameaçou mais. Maicon subia sozinho e não conseguia chegar ao fundo em boas condições. Michel Bastos, seguiu isolado, já que Robinho se deslocava muito para o meio.

Falar agora que "já sabia" é forçar a barra. Com seu time titular, o Brasil estava entre os 4 times mais fortes da Copa. Tinha problemas, principalmente a falta de qualidade no banco de reservas. O time que defendia com competência e era mortal nos contra-ataques conquistou muita coisa. Mas quando precisou de uma alternativa diferente, parou na forte Holanda.

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