Diferente dos tempos de Gamarra, o Paraguai versão Copa do Mundo 2010 abusou da força. Foi o time que mais fez faltas e levou cartões amarelos na África do Sul. Mas com vontade, aplicação defensiva e também força física, o time conseguiu chegar longe e fazer uma campanha histórica.
Durante toda a Copa, Paraguai apostou em 2 linhas de quatro. Em raros momentos, a entrada de Barríos esboçava um 4-3-3 ou um 4-2-3-1. De concreto porém, era o time no posicionamento tradicional: o 4-4-2. O diferencial era que sem a bola o time congestionava bastante o meio-campo, com os dois meias fechando pelo centro para marcar os volantes adversários.
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Foi isto que aconteceu contra a Espanha, sufocando a saída de bola do adversário com Busquets e Xabi Alonso. Estratégia que serviu para o time impedir que os europeus chegassem com perigo.
De fato, foi o sistema defensivo o que mais chamou a atenção no time paraguaio. Os 4 jogadores da defesa fizeram um grande Mundial e só Morel Rodríguez tinha liberdade para chegar ao ataque. Aliás, o lateral esquerdo fez ótima campanha, ficando (ao meu ver) atrás apenas do português Coentrão na posição.
Na frente, Cardozo que chegou a ficar no banco acabou como titular. De fato, era o homem de frente mais importante da equipe, já que Santa Cruz estava pesado e já tem certa idade. As entradas do argentino Barríos, porém, mostraram que a equipe poderia dar mais chances à ele. Principalmente em jogos que Valdéz acabou não funcionando tão bem.
A campanha não deixa motivos para lamentações. É histórica e o time acabou eliminado perdendo apenas por 1 a 0 para o grande favorito ao título ao lado da Alemanha. Ficou de bom tamanho para uma defesa tão competente.



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