Pelo terceiro lugar

Alemanha e Uruguai entraram em campo para brigar pelo terceiro lugar. Com times modificados (principalmente os alemães), não dá para tirar muitas conclusões da partida. Principalmente porque o jogo foi mais aberto e despreocupado do que o comum. Mas olhando as duas equipes nesta partida de pouco valor, dá para entender como chegaram tão longe.

As mudanças de peças não alteraram o esquema. A Alemanha atuou a Copa inteira no 4-2-3-1. O destaque foi a dupla de volantes, com mais características ofensivas do que defensivas. Marcavam, mas saíam rápido e muito bem com a bola. Já o Uruguai, começou a Copa num 4-2-3-1, que aos poucos virou 4-4-2, mesmo que por muitas vezes, Forlán fosse obrigado a voltar para buscar o jogo.

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A Alemanha chegou com justiça ao terceiro lugar. Um time jovem, técnico e de alto nível. Na última partida, se deu ao luxo de utilizar os jogadores que haviam jogado pouco. Por isto, apareceram Aogo e Jansen. Cacau jogou na vaga de Klose, machucado. As mudanças, enfraqueceram o lado esquerdo, obrigando Ozil a cair seguidamente pelo setor. Com isto, havia um espaço no meio, ocupado quase sempre por Schweinsteiger. A situação acabou deixando mais espaços do que o comum na entrada da área alemã.

Como Cacau joga saindo mais pelos lados, abria-se espaço também no miolo da área. Khedira apareceu como homem surpresa. E Muller, o "chuteira de ouro" do Mundial também aproveitou a brecha para deixar sua marca.

Já o Uruguai, tinha um 4-4-2 que em seus melhores momentos variava para o 4-2-3-1. Isto porque faltava qualidade ao meio-campo para fazer a bola chegar ao ataque. Por isto, as melhores jogadas aconteciam quando Forlán (o melhor da Copa) vinha buscar o jogo.

De toda forma, o quarto lugar ficou digno e de bom tamanho para os uruguaios. Que provaram que com boa organização tática, um ótimo jogador e muita vontade, é possível chegar longe no futebol. Um grande exemplo.

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