O resultado foi ótimo e deixou o Manchester United praticamente classificado para a grande final da Champions League. E poderia ser ainda melhor não fosse a atuação de Neuer que com ótimas defesas garantiu que o Schalke fosse derrotado "apenas" por 2 a 0 jogando em casa. Mas ainda há quem critique Alex Ferguson o chamando de pragmático e retranqueiro.
O Manchester está longe de ser encantador como o Barcelona. Não tem tantos craques como o Real Madrid. Mas é um time experiente, bem treinado e que sabe o que quer. Embora provavelmente não chegue como favorito à final, é bom abrir o olho com os ingleses. Os Diabos Vermelhos são quase perfeitos taticamente (e cheios de variações) e tem muitos jogadores em ótima forma.
Contra os alemães, Ferguson começou apostando no 4-4-1-1, esquema presente nos melhores momentos da equipe na temporada. Fábio ganhou a disputa com o irmão pela lateral direita. No meio, Valência que voltou incrivelmente melhor de contusão, foi o titular. E o cada vez melhor Chicarito Hernández ficou com a responsabilidade de comandar o ataque.
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Com esta formação no primeiro tempo, o Manchester foi muito melhor. Teve 65% da posse de bola e criou pelo menos quatro ótimas chances de gol. Esbarrou na ótima atuação do goleiro Neuer e foi para o vestiário com o 0 a 0. O time mostrou bom poder de marcação (graças a atuação segura dos dois ótimos zagueiros) e muitas variações ofensivas com toques rápidos e muita movimentação. Destaque para Chicarito, apesar dos gols perdidos.
No segundo tempo, o Schalke voltou com Kluge na vaga de Baumjohann e melhorou a marcação no meio-campo. O jogo ficou equilibrado mas o Manchester teve espaço para atacar mais. Ferguson adiantou seus meias e o time passou a jogar praticamente num 4-2-3-1.
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Mais ofensivo e com ótima participação de Giggs (que fez muito bem a função de box to box), o Manchester marcou 2 gols em 4 minutos e praticamente definiu o confronto. Destaque para o decisivo Rooney, que encontra seu melhor momento na temporada, marcando um gol e dando o passe para outro, de Giggs (jogador mais velho a marcar em Champions League e que fez gol em 15 edições diferentes da competição).
Com o resultado definido, Ferguson recuou sua equipe e poupou jogadores importantes. Além disso, se utilizou de um esquema comum na temporada nos jogos contra adversários mais fortes e que tem tudo para reaparecer na decisão, o 4-1-4-1. Nani fez o homem de frente, Giggs passou para o lado esquerdo com muita liberdade e Anderson e Scholes completaram o meio-campo.
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O Manchester muda a tática mas não perde a postura. É um time muito consciente taticamente e que fica próximo do zero nos erros (prova disto o fato de não ter sofrido nenhum gol fora de casa na Champions). Além disso tem Van der Sar, Vidic, Giggs, Valência e Rooney em ótima fase na temporada (e se dá ao luxo de ter bons jogadores como Nani no banco). Apesar dos olhos voltados para o duelo espanhol, é impossível não considerar o United como candidatíssimo ao título em Wembley, independente de quem venha pela frente.



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