Na decisão da Libertadores, Muricy Ramalho voltou a optar por uma estratégia antiga, mas que ainda funciona. Destacou Adriano para marcar individualmente o meia Martinuccio, principal jogador do Peñarol. "Perdeu" um jogador, mas fez com que o adversário perdesse onze, absolutamente travado.
Os dois times mantiveram a formação tática da primeira partida, com poucas mudanças. O Santos, no 4-3-1-2, teve o retorno de Ganso. O Peñarol, no 4-4-1-1, tentou liberar Míer, mas foi obrigado a prender Corujo para auxiliar a marcação pelo lado direito.
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O Santos fez no primeiro tempo o que precisava fazer. Marcou o melhor jogador do adversário com partida impecável de Adriano e fez com que o time pior se preocupasse com o time melhor. Corujo foi secretário de Gonzáles para ajudar a marcação de Léo (bem demais enquanto teve pernas) e Neymar. Aguiar foi obrigado a tentar acompanhar Ganso e Elano e não conseguiu qualificar a saída de bola e fazer o Peñarol chegar ao ataque.
Com o adversário preso, o Santos controlou a partida. Teve 62% de posse de bola no primeiro tempo e não correu risco algum. Mas com Neymar muito bem marcado e Zé Eduardo fora de sintonia, faltava um modo de levar perigo ao adversário.
Como Corujo ficava preso ao lado esquerdo, Freitas e Aguiar se preocupavam com a marcação à Ganso, a melhor alternativa era que os volantes do Santos aparecessem de trás. Faltaria quem pudesse acompanhá-los. Foi o que fez Arouca, logo no início da etapa final. Passe precioso de Ganso e movimentação que desmontou a defesa uruguaia, deixando Neymar finalmente sozinho. E aí, o atacante santista fez o que precisava ser feito.
Com o gol, o Peñarol se perdeu. Sabia que precisava marcar as peças santistas mas precisava de alternativa para atacar com Martinuccio desaparecido. Não fez nem um, nem outro. E o Santos empilhou chances perdidas, sempre com Zé Eduardo até que Danilo coroou a ótima Libertadores e a grande partida decisiva marcando o segundo gol.
Coube ao Peñarol tentar se lançar ao ataque. A entrada de Uretaviscaya mudou pouco o time, que repetiu a insistência nas costas de Alex Sandro (que entrou no lugar de Léo) somente após a entrada de Estoyanoff.
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Neste momento, porém, o jogo já era mais coração do que tática. Embora tivesse mais peças ofensivas, o Peñarol seguia sem levar perigo ao Santos, exceção feita ao gol contra de Durval em lance isolado.
O Santos seguiu até o fim bem armado taticamente e mais perto do gol. Não marcou novamente. Mas confirmou o merecido título de um time que conseguiu aliar a eficiência tática defensiva de Muricy à genialidade e qualidade individual de seus homens de frente.



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