Joel Santana teve vida curta no Cruzeiro. Depois de três técnicos acostumado ao jogo fluente e ofensivo, com o time tentando assumir o controle dos jogos, o estilo do "papai" não foi bem recebido em Minas. No Bahia, o casamento pode dar certo. Pois ali, Joel tem o que o clube precisa.
Contra o Fluminense, o Bahia começou no 4-3-1-2. Variava para o 4-3-2-1 graças à movimentação do incansável Jones Carioca, que com a bola fazia dobradinha com Marcos pelo lado direito e sem ela, recuava para compor o meio-campo e ajudar na marcação.
Contra o Fluminense, o Bahia começou no 4-3-1-2. Variava para o 4-3-2-1 graças à movimentação do incansável Jones Carioca, que com a bola fazia dobradinha com Marcos pelo lado direito e sem ela, recuava para compor o meio-campo e ajudar na marcação.
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O Bahia fechava muito bem os espaços. Fabinho além de ajudar na saída de bola, funcionava como terceiro zagueiro quando necessário. Hélder e Fahel acompanhavam Lanzini e Marquinho de perto além de dar suporte às subidas dos laterais, que tinham liberdade. Principalmente Marcos, pelo lado direito. A dobradinha com Jones não era acompanhada pelos volantes e deixavam Carlinhos em situação delicada. Por ali, o Bahia construía seu jogo e chegou ao gol, em jogada do lateral e Souza aproveitando o rebote.No segundo tempo, Carlos Alberto saiu machucado. A intenção de Joel foi perfeita e Lulinha entrou para cumprir função tática importante. De vez no 4-3-2-1, o Bahia seguia fechando o meio-campo muito bem e fazia as dobradinhas pelos lados (ainda principalmente com Marcos).
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A defesa seguia segura (Fahel e Hélder trocaram de lado) e o contra-ataque funcionava bem. Do meio para o fim do jogo, Joel trocou Lulinha de lado com Jones, querendo usar o meia mais "inteiro" fisicamente em seu lado mais forte. E funcionou. Sempre com Marcos ganhando de Carlinhos, o Bahia marcou mais duas vezes: na primeira, gol contra de Gum; na segunda, penalti de Gum em Lulinha, zagueiro expulso, e gol de Souza.É cedo para dizer que o Bahia crescerá o suficiente para não ser rebaixado. Mas é importante reconhecer suas limitações e achar uma forma de somar pontos dentro dela. Mais do que isto, vencer em casa é algo que faltou ao Bahia durante toda a competição. E o 3 a 0 sobre um time que vinha bem, deve dar ao Bahia a moral que precisava. Bom para o papai Joel, que parece ter encontrado um filho que quer seguir seus passos.



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