O Manchester City é um dos poucos grandes clubes da Europa que não possui um jogador brasileiro no elenco. Curiosamente, é o que tem "estilo mais brasileiro" de jogar, graças ao 4-2-2-2 implantado por Mancini, típico do Brasil.
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Na sensacional e histórica goleada por 6 a 1 hoje, no clássico contra o United em Old Trafford, o City voltou a mostrar todas as facetas deste esquema.Os laterais avançam muito. De forma alternada, chegam ao ataque, fazem triangulações e procuram o fundo do campo. Principalmente o forte Micah Richards, que desce como um trator pelo lado direito mas mostra bom passe e inteligência no ataque.
Do meio para frente, porém, é que o City encanta. Tem ótimo primeiro passe com Barry, e articulação de alto nível com Yaya Touré que avança muito mostrando qualidade e vigor físico de dar inveja.
O quarteto de frente esbanja movimentação e qualidade técnica. Milner (que hoje deixou o ótimo Nasri no banco), Silva (cracaço e melhor em campo), Agüero e Balotelli. Todos rápidos, inteligentes, de ótimo toque de bola e de finalização letal. É difícil marcar tanta qualidade. E Mancini soube dar a eles liberdade para jogar e partir para vitórias pessoais sobre seus marcadores.
Mas não é só de um esquema ofensivo solto que vive o City. Os méritos do treinador italiano são ainda maiores por incutir na cabeça de seus jogadores que é preciso marcar. Sem a bola, o City se fecha muito bem, com intensa participação de todos. Os laterais ajudam os zagueiros, os volantes bloqueiam a entrada da área, Milner recua para fechar o lado direto e Agüero o lado esquerdo (ajudando David Silva, mais lento na recomposição, e passando a impressão de um time que joga no 4-2-3-1). Até Balotelli, foi frequentemente visto antes do meio-campo ocupando espaços e marcando a saída dos volantes do United.
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Mais do que moral e a liderança isolada da Premier League, a vitória serve para mostrar do que é capaz o City. Depois de quatro temporadas gastando muito dinheiro e contratando ótimos jogadores, finalmente conseguiu montar um time. E é um baita time. Que tem qualidade e força física. Que tem alternativas no banco de reservas. Que tem um treinador à altura do desafio e vivendo um grande momento. E ainda, um toque muito brasileiro, mesmo sem nenhum brasileiro por ali.


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