Ficou na memória de todos o vídeo que mostrava a reação dos jogadores do Shaktar Donetsk quando do sorteio das quartas-de-final da Champions League. De fato, os ucranianos tinham motivos de sobra para lamentar um adversário tão forte. Prova disto, o placar de 5 a 1 já na primeira partida, que deixou praticamente decidido o confronto.
Independente do placar, o Shaktar não pode ser acusado de não tentar. Cena rara ver algum time encarar o Barcelona, melhor time do planeta. E os ucranianos tentaram, até chegaram a ameaçar e fizeram um bom jogo. Mas perderam gols importantes e acabaram goleados.
Pelas características dos jogadores e do treinador, era impossível não imaginar um Shaktar com características ofensivas. O time manteve o 4-2-3-1 de todos os jogos da competição e tentou travar o Barcelona jogando também. Pelo resultado, não conseguiu.
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O gol de Iniesta logo aos 2 minutos, poderia ter mudado o jogo. Mas na primeira jogada, o Shaktar já dava demonstrações de que queria atacar o adversário, chegando com perigo com William pelo lado esquerdo.
O meia, aliás, foi o destaque dos ucranianos. Além de ser o principal articulador da equipe (Jádson não fez boa partida e Douglas Costa esteve bem marcado) cumpriu papel importante marcando Daniel Alves enquanto teve pernas. Não por acaso, teve que ser substituído na etapa final.
O Shaktar tentou ameaçar a saída de bola e sair em velocidade se aproveitando da ausência de Puyol e Abidal (que deixam a defesa do Barça mais lenta e exposta). Tentou bloquear o lado esquerdo com Rat guardando posição e William fazendo a recomposição, impedindo uma das jogadas mais fortes do Barça. Levou perigo e podia ter empatado o jogo na etapa inicial, principalmente com Luiz Adriano. Acabou saindo derrotado.
O futebol depende da bola. E é difícil bater um adversário que não te deixa jogar. Além de ótimo time, o Barcelona sabe fazer isto como poucos. E os números mais uma vez, foram impressionantes: os espanhóis tiveram 64% da posse e trocaram 671 passes contra apenas 286 dos ucranianos.
Tentar encarar o Barcelona foi estratégia válida para quem não tinha outra alternativa. Mas bater os extra-terrestres de Guardiola parece cada vez mais uma missão impossível.



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