Muitas caras, a mesma eficiência

Os números comprovam a campanha fantástica do Cruzeiro na Libertadores: 5 vitórias e 1 empate, com 20 gols marcados e apenas um sofrido. Ontem, o time de Cuca goleou o "misto frio" do Estudiantes por 3 a 0 em La Plata e sacramentou a primeira colocação geral na primeira fase.

Sem Montillo, liberado para acompanhar uma complicada cirurgia no filho, Cuca foi bem intencionado na escalação. A entrada de Leandro Guerreiro na vaga do meia tinha um objetivo claro: liberar Gilberto para ajudar Roger na criação e armar o bote para o contra-ataque veloz com os dois atacantes.

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Em partes, o esquema funcionou. Na primeira oportunidade que teve, o Cruzeiro saiu em velocidade com Wallyson e abriu o placar com Thiago Ribeiro. Porém, o time tinha um problema evidente que deixava o Estudiantes confortável para chegar ao ataque. Leandro Guerreiro ficou perdido na sobra. Marquinhos Paraná era o ala esquerdo, fazendo cobertura à Gilberto. Henrique era o responsável pela saída de bola pela direita e saía muito ao ataque. Assim, o time tinha um buraco na entrada da área, que dava espaço aos meias do Estudiantes para trabalhar e obrigou Fábio a intervir bem pelo menos três vezes nos primeiros 20 minutos.

Os mineiros passaram a controlar a partida quando Cuca percebeu o buraco e como Leandro Guerreiro estava desperdiçado no esquema tático. O volante adiantou-se para ocupar a entrada da área e o Cruzeiro voltou ao 4-2-3-1 dos melhores momentos na temporada até aqui, com destaque para a troca de posições constante entre os dois atacantes. Assim, o Cruzeiro controlou melhor a partida e aumentou a posse de bola. Até chegar ao segundo gol, marcado por Wallyson se aproveitando de bobeadas dos zagueiros argentinos.

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O 2 a 0 já deixava a vitória praticamente sacramentada e os dois times parecem ter sentido. Os reservas do Estudiantes já não tinham força para ameaçar o gol de Fábio e o Cruzeiro parecia poupar forças em um gramado abaixo da crítica.

Aí brilhou a estrela de Cuca, que reoxigenou a equipe com mexidas inteligentes. No 4-3-2-1, o Cruzeiro fortaleceu a marcação no meio e volto a preparar o bote para contra atacar. Éverton ganhou a vaga de Roger para auxiliar Paraná e melhorar a saída de bola pela esquerda, dando ainda mais liberdade a Gilberto. E assim, em lançamento de Éverton para o meia, o Cruzeiro chegou ao terceiro gol, belíssimo por sinal.

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Em janeiro, o grupo 7 era chamado de "grupo da morte". Hoje, o Cruzeiro sai dele invicto, fortalecido e como o principal candidato ao título da Libertadores. Vale lembrar que nas próximas fases Cuca ganhará ainda os reforços de Vitor, Fabrício e Brandão, que deixarão o elenco ainda mais qualificado.

A primeira colocação geral é importante e dá moral. Mas em tese, dá "apenas" a vantagem de decidir em casa no mata-mata. Não é garantia de nada.

Cuca parece ter o grupo nas mãos. Faz um grande trabalho com time e elenco extraordinários. A faca e o queijo estão à mão do treinador, que pode deixar de lado estigmas que o perseguiram por toda a carreira. Se confirmar a grande campanha, o torcedor do Cruzeiro terá em junho, motivos reais para comemorar.

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